Setembro é flor e é verde porque misturado com todas as outras cores, é final de frio, é convulsivo, é aniversário, é virginal e perfumado como o jacinto...
Onze de Setembro...
E de repente, na imensidão do céu aberto,
Mas encoberto por tantas coisas ignotas,
Pássaros que voavam alteraram suas rotas,
Vieram se chocar com as torres de concreto.
[...]
(Agenor Martinho Correa - http://www.overmundo.com.br/banco/onze-de-setembropoesia)
Poema de Setembro
a luz de setembro
pendurada em cada lábio teu
inventa o crepúsculo
é madrugada
(setembro é sempre madrugada)
e as aves ainda não aprenderam
a cantar
ainda não estão prontas
para ser aquilo que são
setembro inventa os contornos
dos amantes
que se amam em silêncio
(o amor é quando as palavras não são precisas)
é setembro
e a luz é o sorriso
e a chuva é o choro
de Deus
(Rui Miguel Brás - http://estarcalado.blogspot.com/2005/09/poema-de-setembro.html)
Manhãs de Setembro
Manhãs de Setembro,
aragem fresca
construindo sonhos,
teias de gotas
enfeitando os matos,
perfume verde
a seguir meus passos,
lírios roxos
ponteando as margens
do fio de água
que escorre manso.
E tu E eu!
E a erva tombada
pelos corpos,
os lírios violados
na paixão.
E o céu!
Esse céu azul
sem limite.
O nosso limite.
A nossa eternidade!
(Helena Guimarães - http://www.helenaguimaraes.interdinamica.pt/central/hg/x12yv97w.htm)